2 de julho de 2009

Companhia B

Desde a sua criação, em 2005, a Companhia B vem participando de festivais e arrebanhando prêmios para seu currículo. Atualmente, Giselle Nirenberg, Ludmilla Valejo, Mariana Botelho e Tatiana Bittar integram o elenco do grupo, que já foi composto também por Kenia Dias, Thiago Sabino, Leonardo Shamah, Diego Azambuja e Camila Morena da Luz. A Companhia B foi fundada quando seus integrantes ainda eram alunos de artes cênicas da Universidade de Brasília. A formação que as atrizes tiveram na UnB influenciou definitivamente no trabalho realizado pela companhia, tanto que ainda hoje elas consideram os professores Hugo Rodas, Simone Reis, Giselle Rodrigues, Kênia Dias e Sônia Paiva as pessoas mais influentes em suas carreiras. O grupo adota um processo de criação coletiva na montagem dos espetáculos. Giselle, Ludmilla, Mariana e Tatiana explicaram ao Cena Candanga como funciona o processo de criação coletiva:


Com a antiga formação do grupo participaram, em 2008, do 22º Encontro de Teatro Popular Latino-Americano, no Chile, e da 9ª Mostra de Teatro de Santo André, em Portugal. O espetáculo encenado foi “Páginas Amarelas”, peça inspirada nos quadrinhos A Pior Banda do Mundo, do português José Carlos Fernandes. Assista a um trecho de “Páginas Amarelas”:


Páginas Amarelas” foi apresentada pela primeira vez em dezembro de 2006, no festival universitário Cometa Cenas. A peça foi projeto de diplomação do grupo na Universidade de Brasília (UnB) e lhes rendeu quatro prêmios na Mostra Universitária do Festival Internacional Riocenacontemporânea 2007 (RJ) e um no Prêmio SESC de Teatro Candango 2007.

Veja algumas fotos da peça "Páginas Amarelas".

As atrizes estão trabalhando no novo projeto da companhia, ainda em fase de concepção e pesquisa. Paralelamente à construção do espetáculo, o grupo começará a coordenar, a partir de julho, ensaios abertos, onde grupos convidados poderão expor seus novos espetáculos à crítica do público antes de os encenarem nos teatros de Brasília. Tatiana acredita que o papel dos artistas vai além do que cada um produz individualmente. É necessário também tomar conhecimento do que está sendo feito por outros artistas da cidade. Somente com esse intercâmbio de informações é possível o fortalecimento das classes artísticas, e porque não dizer de uma identidade cultural brasiliense.


Para a Companhia B, mesmo com a pouca idade Brasília pode ofertar aos seus moradores e mostrar aos visitantes uma identidade cultural própria. O espaço físico da cidade interfere na forma como as pessoas enxergam mundo assim como no modo como o teatro nele se espelha. Assim, a identidade brasiliense acaba se manifestando, direta ou indiretamente, nos trabalhos artísticos da cidade.


Um comentário:

Luciano disse...

Julinha, parabéns pela formatura! Mais uma jornalista - só que com idéias (ou melhor, ideias) novas e sem os vícios da nossa "marrom" de hoje.
Tudo de bom,
bjs do
"tio"
Luciano Brasil

 
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